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Ele: Linda.
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Ela: Para de mentir, eu sou horrível.
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Ele: Não to mentindo, você é linda.
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Ela: Para.
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Ele: Linda.
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Ela: Não sou.
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Ele: É sim, minha linda.
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Ela: Isso é verdade.
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Ele: O quê? Que você é linda?
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Ela: Não, que eu sou sua.
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Ele: Oi.
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Ela: O que você quer, idiota?
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Ele: Quero que você pare de me chamar idiota.
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Ela: Não, idiota.
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Ele: Tá, chatinha.
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Ela: Eu não sou chata!
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Ele: E eu não sou idiota.
- Silêncio.
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Ele: Ei.
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Ela: O que?
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Ele: Desculpa.
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Ela: Pelo que?
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Ele: Você não é chata.
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Ela: Tá.
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Ele: Não vai falar que eu não sou idiota?
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Ela: Não, você é idiota mesmo.
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Ele: Eu sei.
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Ela: Não vai nem se defender?
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Ele: Mas eu sou um idiota, um completo imbecil.
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Ela: Por quê?
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Ele: To apaixonado por uma menina.
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Ela: Quem?
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Ele: Não posso te contar.
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Ela: Tá.
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Ele: Quero saber se ela gosta de mim também.
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Ela: Então conta pra ela, ué.
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Ele: Acabei de contar.
- Ela fica corada instantaneamente, e sorri.
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Ela: É, acho que já sei quem é.
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Ele: Acha?
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Ela: Sei. Bem chatinha essa garota, né?
- Ele ri.
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Ele: É.
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Ela: Já sei quem é, então.
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Ele: E...?
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Ela: Acho que ela também está apaixonada por você, não tenho certeza.
- Ele sorri, abobalhado, e a puxa pela cintura.
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Ele: Ah, você acha?
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Ela: Acho.
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Ele: Do que você precisa pra ter certeza?
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Ela: Não sei.
- Ele a puxa pra mais perto, e dá vários beijinhos em seu pescoço.
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Ela: Essa garota é bem forte, viu? Ela não se rende à covardias como beijos no pescoço.
- Ele dá uma risada, aquela risada que ela tanto amava, e então os dois sorriem um para o outro.
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Ele: Então, acho que vou ter que apelar um pouco mais...
- Ele vai se aproximando de sua boca, e ela não se mexe. Seus lábios finalmente se tocam e ele a beija de verdade. Ela não interrompe.
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Ela: É, talvez ela esteja apaixonada por você também.
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Ele: Só talvez?
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Ela: Só. Esqueceu? Ela é bem chatinha.
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Ele: É mesmo, minha chatinha.
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Ela: Sua chatinha?
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Ele: Só minha.
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Ela: Tem uma condição.
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Ele: Qual?
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Ela: O idiota vai ter que ser meu.
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Ele: Não se preocupe.
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Ela: Por quê?
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Ele: Já é seu há muito tempo.
- — O lado bom é que não pode ficar pior.
- — Lógico que pode.
- — Ué, como?
- — Eu não sei.
- — Então como pode dizer isso?
- — Porque eu sei que a vida é bem criativa, ela inventa alguma coisa.
- Ela está chorando, sozinha. Sua melhor amiga se aproxima e ela limpa seu rosto.
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Melhor amiga: O que houve?
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Ela: Nada.
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Melhor amiga: Fala sério. É claro que é alguma coisa, a mim você não engana. Pode ir falando.
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Ela: Não.
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Melhor amiga: Mas por quê?
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Ela: Não to a fim de tocar nesse assunto.
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Melhor amiga: Ah, é? Então tá, vou ser obrigada a te levar pra forca e te deixar lá pendurada, até você me dizer.
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Ela: Ótimo. Daí você me mata e fica sem saber o que aconteceu. Gostei dessa ideia, vamos pra forca logo.
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Melhor amiga: Mas... morrer dói.
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Ela: Viver também.